Com a regulamentação da profissão de “Sommelier” vejo o mundo gourmet de bebidas se abrindo em chão, afinal durante muito tempo a expressão profissional foi usada de boa ou má fé para subsidiar as atividades de vários segmentos no setor de “Bebidas e informação”, e com a regulamentação o sol não pode ser mais tampado com a peneira, e uma profissão tão antiga, mas também proeminente não poderá abrigar mais vertentes ocupacionais que não tenham ligação direta com o vinho e seus serviços.
Então a minha questão que fica é quem são os Beers Sommeliers, quem são os Sommeliers em cervejas, whiskies, chás ou enfusões, e no caso dos cafés hoje tem a sua expressão profissional definida como “Baristas” mas devido a falta de informação e instrução de muitos usam como modelo explicativo a falácia “somos Sommelier em Cafés”. Está na hora de sair da sombra dos profissionais de fato, ou seja, aqueles que cumprem a atividade como o projeto está regulamentado e a lei será sancionada, passarem a buscar encontrar a sua identidade e reconhecimento profissional e cultural.
Fico ainda curioso com os que retiveram para si o domínio da atividade do “Sommelier” sem se quer ter, mesmo que por mera experiência, exercido a ocupação funcional, da qual crêem serem reais idealizados, representantes e detentores simplesmente porque se abrigam sobre nomenclaturas ou consolidação de siglas. Na verdade estes todos devem encarar a verdade que são na melhor das hipóteses éticas “Apreciadores acalorados” do vinho cuja a expressão de nossa língua portuguesa denomina de “enófilos”, ou na situação mais capitalista e objetiva “empresários” de economia privada da atividade voltada à informação vendida ou comercializada, pois d’aquilo que lhes eram uma forma de contemplação do vinho no passado e que muitos ainda o praticam de forma sadia no formato de confrarias (sem fins lucrativos) onde os ganhos são abstratos de caráter apenas cultural e do prazer, não os são mais ou o praticam com tal.
Então estamos num momento muito importante onde cada profissional cada colega de fazer militância em favor do que hoje lhe será profissão de fato como Médicos, Advogados, Engenheiros, dentistas ...., e se fazerem respeitar e dignificar para que não se perca o que foi tão longamente discutido e esperado, pois muitos dos que se prestaram a discutir e trabalhar por está regulamentação de fato não são profissionais de fato, mas talvez raposas espertas objetivando ampliar de forma geométrica seus ganhos sobre homens e mulheres que muitas vezes chegam a cumprir doze horas de jornada ou mais de trabalho honesto. Mas este é um outro tema a se desenvolver.


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