Carlos Haroldo vinho bate-papo cursos e direções

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domingo, 31 de julho de 2011

Para se apreciar um vinho é preciso bem mais que o próprio vinho



Parece uma brincadeira ou trocadilho sem graça, mas é fato o que expresso acima. O vinho é o principal elemento, mas para termos o prazer esperado devemos tomar alguns cuidados para que o sucesso seja absoluto.
Então vamos a eles:
- O desejo já é nato e fato, então há de se encontrar um fornecedor confiável, que tenha um legue de escolhas possíveis grande, que contemplem várias uvas, origens, aromas, sabores e faixas de preços.
- Feito a escolha do vinho e este já adquirido, vamos ao momento da apreciação, verifique as taças, nada de copos genéricos. Seja qual for o perfil de vinho a ser consumido ele irá se beneficiar e valorizar-se com taças de bojo amplo, alto, borda fina, e diâmetro no mínimo levemente estreito.  Faça a higienização com água morna e álcool com três horas de antecedência para que todo resíduo alcoólico desapareça até o momento da degustação.
- Enquanto isto mantenha o vinho em local fresco entre 11º-16º C conforme a tonalidade, brancos mais frios e tintos apenas frescos, pode usar um balde para tanto.  
- No momento de abrir a garrafa, uma tarefa fácil se a ferramenta for adequada, garanta ter um abridor, neste caso “saca-rolhas” de boa qualidade, ele deve ter uma haste em espiral em formato  “mola”, nada d’aqueles em forma de parafuso estes costumam danificar a rolha ao ponto de rompe-las sem remover a rolha do lugar ou totalmente deste; existem diversos tipos de designers com espiral e ações mecânicas distintas, mas o fundamental é o comentado sobre a haste. Existem ainda outros modelos em lâminas paralelas, ou agulha e gás, mas deixemos para comentar a futuro.
- Com tudo pronto e em condições citadas certifique-se de ter uma boa companhia, afinal o vinho é uma bebida de congregação e celebração entre pessoas, que nutrem o desejo e satisfação pelo bom gosto e rica cultura.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

A nova era do saber e serviço do vinho


É  o que cada vez mais acontece no mercado de vinhos. Desde sua reformulação, digamos  à partir de 1988, pós plano cruzado, foi lá pelos meados do surgimento da garrafa azul, com seu ápice no governo Collor. Muitos foram os que surgiram como expert (esperto) em conhecimento de vinhos. Neste período, vários foram os livros lançados sobre o tema, mas ao que me parece eram compilações simplórias de ilustres livros de sucesso no exterior, e com estas publicações surgem os primeiros mestres da informação do vinho. Como em terra de cego que tem olho é rei, assim se da início ao clã dos pseudo sommeliers, que durante mais de dez anos venderam a promessa da informação total sobre vinhos. Venderam a idéia que em poucos meses, com uma carga horária de 220 horas ou próximo de, indivíduos sagazes por crescimento, poderiam se tornar profissionais plenos no exercício da tarefa e serviço do vinho.
Contudo o fato é que no cotidiano tal situação se mostrou concretizar, e até o dia de hoje nos deparemos com pessoas despreparadas e equivocadas na tarefa de sommelier totalmente cegas, surdas e mudas, embora estas capacidades lhes sejam capazes, ao bom senso e humildade em cumprir a função à que se propõe.
Por isto convoco a todos os envolvidos na ocupação de sommelier a buscarmos a capacitação correta e ordenação adequada a formação dos futuros novos colegas para que a elevada profissão que passamos a ter direito, se torne realmente respeitada com conteúdo sério, eficaz, e correto ao conhecimento adequado para o exercício profissional de nossa tarefa tão encantadora e admirada.
Só assim teremos o respeito necessário para  exigirmos carga horário de trabalho em consonância com a CLT, salário base digno e real sem desvios de aplicação e remuneração, além é claro de muito orgulho de dever cumprido.
Portanto devemos exigir que o corpo docente das futuras instituições de ensino seja formado por profissionais oriundos do próprio mercado (com vasta experiência sendo sommeliers ou maitres), que a formação didática dos professores seja de fato na disciplina em irão lecionar, que as certificações que venham estes a apresentar tenham o mesmo conteúdo, peso e carga horária e disciplinar que as dos em curso de formação (princípio igualitário entre mestre-aluno, aluno-mestre. 
Chegou a hora de separarmos e distinguirmos quem é quem, e quem faz o que.  Esclarecendo: Sommelier é Consultor em Vinhos responsável pelo serviço do Vinho, e quem tem o conhecimento e cultura do Vinho, mas não é e não cumpre a tarefa de Sommelier seja conhecido e respeitado, como acontece nos países do hemisfério norte, sendo assim como Connoisseur (conhecedor  em Vinhos).

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Convivendo com o mercado

Me impressiono cada vez mais como as importadoras pecam no seu relacionamento com os profissionais de mercado, sejam sommelier, atendentes, chefs. A cada dia que passa focam suas atenções em comsumidores que aprederam a rezar a cartilha de "somos os formadores de opinião", contudo estes se quer fazem consumo ou originam demanda básica de compra e aquisição ideal, (neste caso para uma pessoa/ano), um total de 15 caixas de 12 unid de 750 ml. Uma simples loja de 50m2 com certeza negocia muito mais que isto, mas é negligenciada na hora da elaboração de listas de convocados, convidados ou participados.
Então neste momento, em relação a este tema parebenizo as importadoras pela ordem:
Mistral, Grand Cru, e Vinci que tem uma agenda e programa de relaciomento equilibrado e sensato. Há ainda a Decanter que embora não parece ter um programa definido busca não cair em lugar comum e valoriza cada real que vai investir na propagação de seus produtos. E mais recentemente a a importadora Vinoteca (por ora leia-se Andréa Zara) e Wines Lovers ( também leia-se Clarice Gorenstein) vem investindo e e buscando criar um elo com o mercado on, e PDVEs coerente.
Então convoco meus pares a estar mais antento a estes como parceiros comerciais e ariscos aos que não os prestigiam e na corrida vida não nos damos tempo para avaliar os que só nos buscam para emitirem seus pedidos de venda para a transferência  da responsabilidade da venda ao consumidor.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Quem fez e pagou, que curso sua vida vai tomar? Quais as garantias.

Minha colega Silvana Souza diz: "ainda bem que eu fiz senac ,eu não iria conseguir comprovar igual a você anos de trabalho de consultora de vinho.ehehehe". Porque? é que muitos colegas investiram em outras fontes que terão dificuldade de fornecer a devida certificação, pois o MEC deve por força de lei exigir junto deste, à época da realização do curso a assinatura de um Professor Responsável com registro junto a está autarquia ministerial e compentência didática à formação dos cursos. O interessante que eu mais minha Amiga Suzette Amoroso alertamos alguns proponentes sobre este entrave no futuro, quando do reconhecimento profissional da CBO 5134-10.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Sommelier - Quem será profissionalizado?

Profissionalização "Sommelier" com a aprovação do Senado e após a sansão presidencial, como ficaram as diversas vertentes e faces desta ocupação tão apaixonante e vital à muitos colegas, pois conforme o tipo de atividade econômica há uma descrição assemelhada, similar, ou simplesmente a interpretação à língua portuguesa desta palavra de origem francesa. Temos então, o Garçom resposável pelo serviço do vinho, o Consultor de Vinhos, o genérico e chic Gerente de Atendimento (em vinhos), Consultor de Vendas (em vinhos) ou o Vendedor Técnico (em vinhos). Fica a pergunta ao Dep. Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e ao relator do PLC17/11 Romero Jucá (PMDB-RR). Aguardo retorno.

Sommelier o quê?

Com a regulamentação da profissão de “Sommelier” vejo o mundo gourmet de bebidas se abrindo em chão, afinal durante muito tempo a expressão profissional foi usada de boa ou má fé para subsidiar as atividades de vários segmentos no setor de “Bebidas e informação”, e com a regulamentação o sol não pode ser mais tampado com a peneira, e uma profissão tão antiga, mas também proeminente não poderá abrigar mais vertentes ocupacionais que não tenham ligação direta com o vinho e seus serviços.
Então a minha questão que fica é quem são os Beers Sommeliers, quem são os Sommeliers em cervejas, whiskies, chás ou enfusões, e no caso dos cafés  hoje tem a sua expressão profissional definida como “Baristas” mas devido a falta de informação e instrução de muitos usam como modelo explicativo a falácia “somos Sommelier em Cafés”.  Está na hora de sair da sombra dos profissionais de fato, ou seja, aqueles que cumprem a atividade como o projeto está regulamentado e a lei será sancionada, passarem a buscar encontrar a sua identidade e reconhecimento profissional e cultural.
Fico ainda curioso com os que retiveram para si o domínio da atividade do “Sommelier” sem se quer ter, mesmo que por mera experiência, exercido a ocupação funcional, da qual crêem serem reais idealizados, representantes e detentores simplesmente porque se abrigam sobre nomenclaturas ou consolidação de siglas. Na verdade estes todos  devem encarar a verdade que são na melhor das hipóteses éticas  “Apreciadores acalorados” do vinho cuja a expressão de nossa língua portuguesa denomina de “enófilos”, ou na situação mais capitalista e objetiva “empresários” de economia privada da atividade voltada à informação vendida ou comercializada, pois d’aquilo que lhes eram uma forma de contemplação do vinho no passado e que muitos ainda o praticam de forma sadia no formato de confrarias (sem fins lucrativos) onde os ganhos   são abstratos de caráter apenas cultural e do prazer, não os são mais ou o praticam com tal.
Então estamos num momento muito importante onde cada profissional cada colega de fazer militância em favor do que hoje lhe será profissão de fato como Médicos, Advogados, Engenheiros, dentistas  ...., e se fazerem respeitar e dignificar para que não se perca o que foi tão longamente discutido e esperado, pois muitos dos que se prestaram a discutir e trabalhar por está regulamentação de fato não são profissionais de fato, mas talvez raposas espertas objetivando ampliar de forma geométrica seus ganhos sobre homens e mulheres que muitas vezes chegam a cumprir doze horas de jornada ou mais de trabalho honesto. Mas este é um outro tema a se desenvolver.